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Caprichoso é campeão do Festival de Parintins 2026

Boi azul supera o Garantido na apuração da 59ª edição do festival e volta a conquistar o troféu com o espetáculo "Brinquedo que Canta Seu Chão"

Caprichoso se apresenta no Festival de Parintins 2026
Primeiro ato do projeto “Brinquedo que Canta Seu Chão” leva à arena a memória, a ancestralidade e a identidade cultural que formam o povo parintinense. (Foto: Tiago Correa/Secom)

Depois de fica com o vice no ano passado, o Caprichoso sagrouse-se campeão do 59º Festival de Parintins. O boi azul conquistou, nesta segunda-feira (29/06), o 27º título de sua história ao superar o Garantido na apuração das notas após três noites de apresentações no Bumbódromo.

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Com o espetáculo “Brinquedo que Canta Seu Chão”, o Caprichoso levou para a arena uma narrativa baseada na ancestralidade, no pertencimento e na resistência dos povos da Amazônia, conquistando a comissão julgadora e voltando a erguer o troféu da maior manifestação folclórica do país.

Resultado da apuração

  • Caprichoso: 1.259 pontos
  • Garantido:1.258,3 pontos
  • Diferença: 0,7 pontos

Na primeira noite, dia 26, ficou empate em 419,6 pontos. Na segunda noite, o Caprichoso venceu por 419,7 a 4,19,3. E, na terceira noite, o Boi Azul voltou a vencer, por 419,7 a 419,4.

Como foram as três noites do Caprichoso

O espetáculo “Brinquedo que Canta Seu Chão” foi desenvolvido em três atos, conduzindo o público por uma narrativa que partiu da identidade parintinense, percorreu a ancestralidade amazônica e terminou exaltando a resistência cultural dos povos do Norte.

Primeira noite: o Caprichoso abriu o festival com “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O Chão de Origem”, destacando a cidade como território de memória, pertencimento e construção cultural. O espetáculo exaltou as raízes que formam a identidade parintinense e apresentou o boi como um símbolo construído por gerações. Antes da entrada na arena, o apresentador Edmundo Oran destacou o trabalho desenvolvido pelo Conselho de Arte e pelos artistas ao longo de meses de preparação.

Boi Caprichoso exalta a Amazônia
Com o subtema ” O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia – O Chão da Vida”, o boi azul transformou a arena em um território de defesa da Amazônia. (Foto: Nathalie Brasil)

Segunda noite: com o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia – O Chão da Vida”, o boi azul levou para a arena um espetáculo voltado à valorização da floresta, dos povos originários e dos saberes ancestrais. Entre os momentos de maior destaque estiveram a Lenda Amazônica “Curupira – O Guardião da Vida”, o Ritual Indígena “Transcendência Asurini – Maraká”, conduzido pelo pajé Erick Beltrão, e a Figura Típica Regional “Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia”, homenageando as comunidades que vivem dos rios amazônicos.

Terceira noite: o encerramento aconteceu com “Norte Brasil – Chão de Bravos”, espetáculo que exaltou a memória, a identidade cultural e as tradições dos povos da Região Norte. A apresentação começou com uma homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo e trouxe momentos marcantes, como a Lenda Amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, a Figura Típica Regional “As Farinheiras da Amazônia”, o Auto do Boi Brasileiro – Exaltação Cultural e o Ritual Indígena “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre”, encerrando a participação do Caprichoso com uma celebração da resistência e da riqueza cultural amazônica.

Apresentação do Boi Caprichoso encerrando o Festival de Parintins 2026
Caprichoso apresentou o tema “O Brinquedo da resistência canta: Norte Brasil – Chão de Bravos”, reunindo lendas, figuras tradicionais, ritual indígena e o Auto do Boi. (Foto: Nathalie Brasil)

Projeto valorizou a identidade amazônica

Desenvolvido ao longo de mais de oito meses pelo Conselho de Arte, o espetáculo reuniu artistas, compositores, coreógrafos, alegoristas e pesquisadores em torno de uma proposta que apresentou o Caprichoso como um símbolo de pertencimento, memória e identidade.

A construção artística também contou com a participação de representantes dos povos indígenas Assurini, Xikrin e Arapium, que contribuíram para as referências culturais presentes nas três noites de apresentação.

Caprichoso volta ao topo do Festival de Parintins

Com a conquista, o Caprichoso chega ao 27º título de sua história e volta ao lugar mais alto do Festival de Parintins.

A vitória premia um projeto que apostou na valorização da cultura amazônica, dos povos originários e da identidade do Norte do Brasil, reafirmando o protagonismo do boi azul em uma das maiores manifestações da cultura popular brasileira.

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