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Expedição cultural leva cinema e formação audiovisual a comunidades ribeirinhas

A ação "Projetando o Madeira: Circuito Audiovisual" percorrerá o interior do Amazonas. (Foto: Acervo Coletivo Vozes)

Em uma região onde o acesso à cultura ainda enfrenta desafios logísticos, moradores de Borba e Nova Olinda do Norte participarão de uma programação gratuita que reúne sessões de cinema e oficinas de produção audiovisual com dispositivos móveis. 

Realizado pelo Coletivo Vozes da Periferia, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o projeto exibirá os filmes Rio 2, WALL-E e Amazônia – O Despertar da Florestania, além da oficina “Olhar Ribeirinho”, voltada à produção audiovisual com dispositivos móveis.

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A expedição terá início no dia 13 de julho, com o deslocamento da equipe para Borba, onde as atividades serão realizadas nos dias 14 e 15, com a oficina “Olhar Ribeirinho”, às 9h, no Centro Cultural São Sebastião, e sessões gratuitas de cinema, às 18h, no Centro de Eventos Bráulio Motta. No dia 16, a equipe seguirá para Nova Olinda do Norte, que receberá a programação nos dias 17 e 18, com oficinas às 9h, no Centro de Convivência, e exibições de filmes às 18h, na Praça Valdeque Martins. 

Para o idealizador do projeto, Ernan Passos, o projeto busca ampliar o acesso ao audiovisual e incentivar as comunidades a registrarem suas próprias vivências.

“O Rio Madeira sempre foi um caminho por onde circulam pessoas, mercadorias e histórias. Queremos que ele também seja um caminho para a circulação da cultura e do audiovisual. Mais do que exibir filmes, queremos incentivar as comunidades a registrarem suas próprias histórias e fortalecerem sua identidade por meio do cinema”, enfatizou.

Muito além da tela de cinema

A ação “Projetando o Madeira: Circuito Audiovisual” percorrerá o interior do Amazonas. (Foto: Acervo Coletivo Vozes)

Além das sessões de cinema, o projeto oferecerá acessibilidade comunicacional, com recursos como legendagem descritiva e tradução em Libras. A equipe é formada por Ernan Passos, na coordenação geral; Daniel Ramos, na coordenação financeira e produção; Victor Cabral, responsável pelas oficinas e acessibilidade; e Neide Barbosa, na logística e mobilização comunitária.

Segundo Ernan, o objetivo é deixar um legado para além da programação.

“Queremos deixar uma semente. Quando uma pessoa aprende que pode produzir um vídeo com o próprio celular e contar a história da sua comunidade, ela passa a enxergar o audiovisual como uma ferramenta de memória, educação e transformação social”, explicou o idealizador.

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