O advento da internet foi um novo avanço tecnológico que resultou na criação de diversas empresas que passaram a atender demandas que foram surgindo a partir dessa evolução, como é o caso do Ebay e da Amazon, pioneiras no setor de compras virtuais. Além disso, foi nas primeiras décadas que as redes sociais também davam os seus primeiros passos, com a finalidade postar fotos espontâneas, criar ou fortalecer as amizades.
É dentro desse contexto que se passa “O Rei da Internet”, filme dirigido por Fabrício Bittar. Baseado em fatos reais, a trama conta a história do hacker brasileiro Daniel Nascimento, um adolescente que fazia parte de uma quadrilha que desviava milhões quebrando o sistema de segurança virtual de diversos bancos.O longa-metragem possui semelhanças com o filme “O lobo de Wall Street”, do cineasta estadunidense Martin Scorsese, por sua história ser contada por meio de uma direção frenética, marca registrada do diretor que é conhecido por fazer cinebiografias de grupos criminosos que moldaram a história dos Estados Unidos.
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Tendo em vista esta inspiração, o cineasta brasileiro busca trazer isto para as terras brasileiras, mas desta vez buscando retratar em sua trama os tipos de crimes que surgiram e se tornaram frequentes no decorrer das décadas: o estelionato digital e a invasão de dispositivo informático, desenvolvidos a partir das ações criminosas que prejudicaram empresas e pessoas comuns no âmbito digital.
Se entre os anos 2005 e 2006, períodos no qual a história se passa, a organização criminosa se aproveitou das brechas existentes dentro das leis brasileiras, percebe-se que mesmo após esse fato que marcou a história brasileira, as coisas não mudaram muito, pois os hackers agora se utilizam da Inteligência Artificial e do pix para cometerem novos delitos, que novamente só ocorrem sobretudo pela falta de regulamentação da IA e de segurança dos bancos virtuais.
Isso significa que quando se trata desses tipos de crimes, é preciso que o Senado Federal e a Câmara dos Deputados estejam sempre atentos, pois não adianta criar um projeto de lei quando se sabe que qualquer nova ferramenta tecnológica pode ser utilizada de forma inadequada. Tais ações que podem ser previstas, devem ser resolvidas o quanto antes para que não surjam novos Daniel’s, jovens que se deslumbram com o dinheiro fácil e acham que nunca serão pegos por descobrirem brechas dentro da lei e das instituições financeiras.
Confira o trailer do filme:
*Por Nicolly Teixeira



